sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Chuva.

  As nuvens se escurecem no céu, o vento fica mais fresco e as pessoas correm pra procurar um lugar seguro pra ficar e dentro de poucos instantes começa a chover.
  O cheirinho de terra molhada se estende pelo ar, e parece que toda a sujeira do mundo é limpada pela chuva [apenas parece], dá vontade de se esconder debaixo das cobertas, assistir um filme romântico com um balde de pipoca a seu lado, e se possível um cara legal também, dá vontade de ouvir as histórias da sua avó, dá vontade de comer brigadeiro de panela, de jogar baralho, ou de simplesmente parar e admirá-la.
  A chuva é sempre muito bonita de se ver ainda mais quando você está no sítio do seu avô com um gramado incrivelmente verde e árvores de todos os tipos servindo de moldura para as gotinhas que caem do céu. Fica quase irresistível não sair de debaixo do telhado e correr pra transformar o céu em seu abrigo. 
  E então, seus irmãos, primos, amigos vão também querer banhar na chuva, e todos vocês descobrem juntos que aquele pode ser um excelente parque de diversões. Pular poças de água, brincar de pega pega, vê quem se suja menos ou mais! Sua mãe vai ficar muito irritada a princípio, vendo a quantidade de roupa suja que terá que lavar, mas ao ver todos correndo, abrindo os braços, rindo ela vai acabar se rendendo e vagarosamente um sorriso se abre dos seu lábios enquanto vê a felicidade que se aglomera debaixo da chuva.
  Mas, depois de um tempinho, as gotas vão caindo cada vez mais lentamente e os pés enlameados voltam pra a varanda de casa, depois de lavados e vestidos, todos que desfrutaram da chuva de verão estão agora embrulhados em cobertas e tremendo de frio.
  E só resta a lembrança e a esperança de que a próxima chuva não demore a cair.
Camilla N.

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