domingo, 23 de janeiro de 2011

borboletas

Quando era pequena achava que as borboletas tinham apenas um dia de vida, tava até criando uma tese para explicar tamanha ironia do destino, a tese era: “Já que as borboletas eram lagartas, viveram muito tempo antes da metamorfose e generosamente Deus concebeu a elas o direito de voar no seu último dia de vida”.
             Fui pesquisar a autenticidade dessa afirmação sobre a vida das borboletas e nenhum site que pesquisei comprovou tal afirmação. Toda a poesia que via na vida das borboletas se desfez transformando-se em um texto argumentativo.
            Hoje vi uma borboleta, era linda com aquelas asas perfeitamente simétricas e em toda a sua infinidade de cores. Tentei lembrar a última vez que vi uma borboleta, nem que fosse daquelas amarelinhas, não lembrando, contentei-me em ficar admirando aquela que estava diante dos meus olhos e de vez em quando pairava sobre minha cabeça, se mostrando vaidosa por sua beleza e graciosidade.
            Sumiu de repente, foi ser admirada por outros olhos e naquele instante toda a poeticidade que via na vida das borboletas voltou, refez-se...
Agradeci por elas não terem apenas um dia de vida.
Camilla N.

sábado, 25 de dezembro de 2010

  É natal...
  Pare e pense se seu presente teve outro sentido além de proporcionar um momento de pura histeria.
  Não se apegue a essa invensão capitalista de dar presentes no natal, antes de tudo lembre-se de presentear quem realmente merece, afinal o aniversariante é Jesus, você não esqueceu, não é?
  Faça esse dia ter mais sentido!
   Feliz natal para todos
  cheio de paz, felicidades e muito amor

sábado, 18 de dezembro de 2010

Os olhos e seu olhar

Aquele olhar foi o mais aterrorizante e incrivelmente bonito que já vi em toda a minha pequena existência.
            O ambiente em si não era dos mais agradáveis, por assim dizer. Era um quarto de uma UTI, no entanto devo falar que mesmo sendo pequeno, era bem equipado e tinha um banheiro bem bonitinho usado não poucas vezes para deixar correr as lágrimas, e tenho certeza de que algumas famílias gostariam de viver lá (tirando todo o contexto de que era o aposento de um hospital.) Mas nada disso tinha muito valor, levando em conta que havia uma mulher magra, debilitada e com uma tristeza fúnebre no olhar.
            Ao entrar no quarto, todos os pares de olhos que lá adentraram se uniam em uma mesma ação, e a tristeza que exalava deles contribuíam para que o quartinho amistoso e simpático se tornasse débil e feio.
            Toda essa união de olhos lacrimejantes devia-se a uma única razão, um único sentido, uma única pessoa. Ela estava naquele momento deitada no centro do quarto com olhos de quem não entende o que se passa, perdidos em algum lugar que era só dela. Estava lá e era só isso.
            Foi esse olhar que mais chamou a atenção de quem vos escreve, não era um olhar qualquer, era um olhar paradoxal, que tinha sentimento e sentimento algum, em alguns momentos se perdia e em outros encontrava, era arregalado e tinha um pedido implícito naquela íris: “Tire-me daqui!” foi o que consegui ler.
            E ficamos assim, olhando uma nos olhos da outra. Eu não lembro o que fiz enquanto estava dentro deles, nem tampouco o que pensei. Mas, estava lá adentrando os olhos dela enquanto ela adentrava nos meus. E enquanto os olhava esqueci-me da doença que me levou até aquele quarto, pois aqueles olhos, na sua beleza feia, era a única parte do corpo que continuava a mesma, o único lugar que nenhuma cirurgia plástica é capaz de mudar.
            O quarto ficou pra trás, e aquela angústia passou, seguimos vivendo e aquele momento tornou-se mais uma relíquia do passado... Os olhos continuam abertos, mas o olhar mais aterrorizante e incrivelmente bonito esse continua vivo na minha memória.

Camilla N.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Home

No horizonte despontam os primeiros raios de sol, as flores que desabrocham parecem ainda mais bonitas, as aves cantam dando-me as boas vindas, e as montanhas estão mais iluminadas, as árvores exalam seu cheiro molhado de orvalho, e um friozinho percorre meu corpo... Apenas uma pequena habitação cercada por toda essa perfeição não está em perfeita harmonia, olho em volta e percebo: estou em casa, finalmente!
Camilla N.

terça-feira, 30 de novembro de 2010


A vida, entendeu, era bem parecida com uma música.
No começo, há mistério, e no final confirmação, mas é no meio que reside a emoção e faz com que a coisa toda valha a pena.
Trecho de "A Última Música"
de Nicholas Sparks

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"Hoje, o imperfeito me seduz, mais que nunca eu admiro os defeitos, eu quero tê-los, vê-los e aprecia-los, pois é essa minha humanidade que me faz divina."Joyce Leal

terça-feira, 23 de novembro de 2010

IRMANDADE


        Um ano se passou e aqui estamos desfrutando dos últimos momentos que nos resta dele, outros anos com certeza virão e ainda teremos muito o que desfrutar, mas dos anos que vierem nenhum será igual a esse que está acabando e que agora me dou conta de que passou rápido demais, mas que foi divertido, único e intenso enquanto durou.
     Esse foi o ano no qual ingressamos no ensino médio e descobrimos que crescemos, só que ainda não estávamos preparadas para a "babação" de um professor que coloca botox no rosto e muito menos para todas as reações de química. Porém, descobrimos que estávamos perfeitamente prontas pra morrer de rir do tio Jailson, pra fazer piada de uma tal professora que usa bata e baton vinte e quatro horas e , principalmente, pra nos tornamos filhas do tio Júlio, o que nos tornou biologicamente irmãs.
     Minhas irmãzinhas, todas muito diferentes com suas personalidades totalmente únicas, com cabelo perfeitamente liso, maravilhosamente cacheados, lindamente ondulados ou que querem ser trançados mas nunca tem uma xuxinha.      
     Irmãs como toda irmã tem que ser, que briga por um extintor de incêndio, que me faz morrer de rir e divide comigo um menino muito gato, que compartilha sua paixão por Neymar e pelo santos, que me fez apaixonada pelos anos 80 e me presenteou com um livro que nem eu nem ela conseguimos terminar de ler, que fala de seus conflitos amorosos e contribui para aumentar minha coleção de esmaltes, que é meio calada, mas nunca deixa de falar comigo, que merece um puxão de orelhas por faltar tanto e fazer tanta falta.
     Juntas compartilhamos segredos e a janela do msn, contamos piadas muitas vezes bem idiotas, mas que me fizeram rir e esquecer a vontade de chorar, cantamos as mais variadas músicas (tirando Justin Bieber e Restart), dançamos e imitamos os professores, fomof testemunhas de beijos no corredor e de suspeita de traição, descascamos a parede e olhamos para o teto tentando descobrir que tipo de triângulo que a madeira forma, fizemos o teste das cariocas, criamos blogs e postamos textos que só recebem elogios nossos, assistimos filme. Fomos amigas, companheiras, confidentes...
     E por mais que estejamos tristes agora, um dia voltaremos ao passado, mais especificamente ao ano de 2010 e ficaremos felizes ao lembrarmos do tempo que fomos verdadadeiramente irmãs.
Camilla N.
Para minhas irmãs por parte do tio Júlio César
 [ o nosso Raio de Sol]