terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Today is december

     Dezembro sempre chega trazendo recordações, umas boas, outras nem tanto, mas quando chega esse mês temos uma sensação boa de tudo ter valido a pena. A correria do ano se resume na frase "como passou rápido!", momentaneamente nos esquecemos das noites que não dormimos e mesmo sem dormir tivemos que acordar cedo no outro dia, das decepções que nos derrubaram pelo caminho, das lágrimas que derramamos, dos amigos que perdemos, tudo isso fica esquecido no fundinho da memória esperando dezembro passar, e depois que passa, pode até ser que essas lembranças sejam resgatadas uma vez ou outra, mas quando o novo ano surge e o ciclo recomeça preferimos que elas fiquem por lá mesmo, nos livrando de tudo o que nos pesa.
     É claro que quando acaba um ano, nem de longe somos os mesmos que começamos a caminhada, nos tornamos mais fortes, mais maduros, talvez até mais bonitos e sorridentes, por que não? 
     Em 365 dias, fizemos tantas coisas, dissemos tanta besteira, rimos e choramos tantas vezes, perdemos amigos e fizemos tantos outros, apertamos os laços e desatamos outros nós, viajamos e ficamos em casa comendo brigadeiro, ressurgimos das cinzas e perdemos o chão, fomos fortes, fomos fracos, quebramos a cara e concertamos nossos corações... Em 365 dias, juntamos milhões de hematomas e dezembro é o mês perfeito pra nos curarmos, pra pegar todos os nossos cacos e juntar tudo outra vez, porque em 365 dias aprendemos mais sobre nós mesmos e juntar os pedaços da gente faz parte do processo.
     Depois de um ano de correria, chegamos cansados ao fim, exaustos de tudo, e é por isso que em dezembro tem férias, tem luzes e renascimento, pra nos renovar mais uma vez, pra nos deixar "prontos pra outra", porque em dezembro, mesmo que muita coisa não tenha dado certo, parece que todos nossos desejos foram realizados.
Camilla N.

domingo, 29 de julho de 2012

Vai entender...

    
     E mesmo com todas as advertências sobre o futuro, mesmo com todo mundo dizendo que o futuro é imprevisível, mesmo com Shakespeare gritando que o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e que o futuro tem costume de cair em meio ao vão, nós insistimos em fazer uma listinha com tudo aquilo que você espera que aconteça. E se apega com tamanha força na possibilidade desses desejos terem o poder de se fazerem reais que muitas vezes acaba tendo decepções e por fim tem que admitir que todos estavam certos afinal, inclusive Shakespeare!
      No entanto, se você tivesse escutado Shakespeare desde o início, poderia ter evitado as frustrações, e se permitiria deixar a onda te levar, sem a preocupação de fazer a listinha realizar-se como num passe de mágica. É claro que pra certas coisas, você tem mesmo que correr atrás, esforçar-se, esgotar suas forças pra conseguir, mas outras coisas são tão infantis e mesquinhas que nem valem o esforço.
      Muitas vezes essa vontade fixa de que o futuro seja exatamente do jeito que você quer, acaba tirando a possibidade de conhecer novas pessoas, novos caminhos, novas descobertas. Deixar a vida te levar, pode ser menos estressante e evitar as rugas.
        Às vezes é necessário deixar que o futuro se escreva sozinho para que ele seja do jeitinho que a gente quer!

Camilla N.
Queridos leitores, primeiramente venho agradecer por não me abandonarem mesmo eu estando ausente por um tempo relativamente longo!
Mas, estou aqui, principalmente para me desculpar por todo esse tempo em que estive offline. Tenho, porém uma explicação... Falta-me tempo, inspiração e esse ano o acesso à internet está mais difícil. Estou em um ano decisivo da minha vida em vários aspectos e estou esforçando-me para passar ilesa por ele!
Peço encarecidamente que continuemos amigas, e assim que as coisas ficarem mais fáceis voltarei a me abrir com vocês, enchendo-as com as minhas neuroses, tristezas e alegrias, pois afinal, é pra isso que servem os amigos, não é mesmo??

Sua 'aperriada':
Camilla N.

quinta-feira, 5 de abril de 2012


Otimismo

   
     No final das contas a gente acaba se apegando a uma única possibilidade, aquela que achamos ser a melhor, que é a que vai nos deixar feliz, aquela que desde o ínicio quisemos que se concretizasse, porque temos essa mania de pensar positivo, de querer que as coisas aconteçam do jeito que esperamos.
       Não temos poder pra prever o futuro, mas acreditamos que se usarmos a força do pensamento, poderemos de alguma forma mudá-lo e moldá-lo do jeito que quisermos.
        Maaaas, não temos esse poder.
       Ficamos imaginando que por baixo da embalagem do maior presente recebido no aniversário está o carrinho de controle remoto, a boneca que fala, anda, pula corda e tudo o mais. Esperamos que no final do ano dará tudo certo e poderemos viajar, que passaremos de ano, que seremos promovidos.
        Muitas vezes nos decepcionamos por causa desse tal de pensamento positivo! Mas, como sempre há o outro lado da moeda, pode ser que o pensamento positivo dê aquele empurrãozinho extra de que estamos precisando. Quase sempre pensar positivavente nos dá a força necessária pra buscar a concretização do desejo. Nada mais desanimador do que começar alguma coisa achando que não vai dar certo. Melhor nem começar.
      Não podemos, portanto, nos  acomodar no pessimismo. Tornar a vida amarga pra quê? Ela pode ser doce?! Duvida??? Isso é porque você não está usando seu pensamento positivo.
Camilla N.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Guarda-chuva

   
      Deixe de lado o guarda-chuva por alguns instantes e permita que a chuva venha molhar seu rosto, e bagunçar seu cabelo, e encharcar sua roupa, e borrar sua maquiagem, e lavar sua alma, e levar a sugeira pra longe. Permita-se molhar um pouco.
       Pensemos na chuva como uma etapa da vida...
       Em um dia ensolarado, a brisa gostosa que passa por entre os cabelos, nada poderia atrapalhar a mais perfeita harmonia ao seu redor, mas de repente... A chuva, a torrencial chuva que ninguém imaginaria que fosse possível desabar naquele momento. Se tivermos um guarda-chuva em mãos, tanto melhor. Poderíamos nos refugiar debaixo dele, e ficar ali escondidos sem sofrer grandes danos. Um pinguinho aqui, outro acolá, nada muito perceptível. Mas... e se o guarda-chuva não estiver na bolsa?
       Poderíamos entrar em pânico, procurar um lugar seguro ou correr até o destino final. Algumas poucas pessoas se permitiriam dançar na chuva, pular as poças d'água, brincar em meio àquela que à primeira vista parecia ser um grande problema.
      Fazer da chuva um raio de sol, um momento pra sorrir descontrair, tentar passar por cima desse obstáculo com a maturidade de um adulto e com a espontaneidade de uma criança. Depois de tudo sairemos totalmente molhados, mas poderemos dizer com sinceridade que saimos totalmente ilesos dessa aventura. Totalmente ilesos não, talvez um pouco mais sábios, e muito mais leves.
      Na vida, temos que enfrentar muitas chuvas antes de, finalmente, desfrutar do arco-íris  e nem sempre temos um guarda-chuva à nossa disposição. Cabe a você decidir o que fazer com a chuva!
Camilla N.

Futilidades


Permita-me ser fútil por um momento. Por um dia. Ou até mesmo por uma semana inteira.
Permita-me desapegar dessas obrigações diárias que me prendem e me amarram.
Permita-me passar um um dia inteirinho conversando com meus botões.
Permita-me falar besteiras e rir de tudo que me der na telha, da piada mais sem graça ao melhor de todos os palhaços.
Permita-me ler as revistas mais banais, consultar meu horóscopo, deliciar-me com um romance enjoado de tão doce.
Permita-me afogar em pipoca e coca-cola, vestida no pijama mais surrado, assistindo ao meu filme predileto pela milésima vez.
Permita-me passar um dia experimentando as roupas do armário, testando novas maquiagens.
Permita-me a futilidade dessas coisas fúteis que me tiram da órbita e fazem eu ser eu mesma novamente! 

Camilla N.