quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Infinito
Na véspera da minha viagem de volta à realidade, depois de dois meses de descanço e prazeirozas férias, peguei a bicicleta que estava encostada em uma árvore e comecei a desenhar um infinito com o rastro de seus pneus no campinho que tem na entrada da minha casa, e fiquei ali fazendo aquele movimento, circulando aquele oito gigante que deitado siguinifica a infinitude das coisas.
Deixei meu infinito lá e fui me despedir dos meus amigos e parentes, quando voltei pra casa o infinito ainda estava visível no chão e sorri ao enxergá-lo. Na madrugada iríamos viajar, e minha noite de sono foi bem curtinha. Quando entramos no carro estava chovendo forte e impiedosamente, apagando meu infinito gigante como que me lembrando que as coisas não podem durar pra sempre, nesse momento a chuva confundiu-se às lágrimas que também caiam fortes e impiedosas.
Meu sofrimento passou quando vi o sol nascer, e me lembrei que os dias passam e por isso o infinito nao existe, coisas acontecem e existem sonhos que precisam ser realizados, outros amigos precisam ser encontrados, e o infinito nao existe porque outras férias precisam vir, pra que sejam ainda melhores que as que se foram.
Camilla N.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
happiness
Hoje eu me permitir rir enlouquecidamente, esqueci da aula de fisico-quimica que estava acontecendo naquele exato momento e gargalhei, ri na aula de redação e na de literatura, me permiti ser mais feliz... Esqueci que meu pai ia viajar nessa tarde, que tenho um simulado daqui a dois dias, e ri das piadas que me contaram.
Cheguei em casa molhada de chuva, e nem liguei pra minha dor de garganta e minha falta de ar, corri na chuva e saltei as poças d'água até chegar em casa.
Quando meu pai viajou eu nao chorei, e nao me senti triste por ficar sozinha em casa.
E percebi que é fácil ser feliz, o segredo está em não procurar a felicidade, mas deixar que ela venha até você, esquecer um pouco dos problemas e aproveitar os momentos felizes que a própria vida te proporciona, só temos que abrir os olhos e enxergá-los.
Cheguei em casa molhada de chuva, e nem liguei pra minha dor de garganta e minha falta de ar, corri na chuva e saltei as poças d'água até chegar em casa.
Quando meu pai viajou eu nao chorei, e nao me senti triste por ficar sozinha em casa.
E percebi que é fácil ser feliz, o segredo está em não procurar a felicidade, mas deixar que ela venha até você, esquecer um pouco dos problemas e aproveitar os momentos felizes que a própria vida te proporciona, só temos que abrir os olhos e enxergá-los.
Camilla N.
domingo, 23 de janeiro de 2011
borboletas
Quando era pequena achava que as borboletas tinham apenas um dia de vida, tava até criando uma tese para explicar tamanha ironia do destino, a tese era: “Já que as borboletas eram lagartas, viveram muito tempo antes da metamorfose e generosamente Deus concebeu a elas o direito de voar no seu último dia de vida”.
Hoje vi uma borboleta, era linda com aquelas asas perfeitamente simétricas e em toda a sua infinidade de cores. Tentei lembrar a última vez que vi uma borboleta, nem que fosse daquelas amarelinhas, não lembrando, contentei-me em ficar admirando aquela que estava diante dos meus olhos e de vez em quando pairava sobre minha cabeça, se mostrando vaidosa por sua beleza e graciosidade.
Sumiu de repente, foi ser admirada por outros olhos e naquele instante toda a poeticidade que via na vida das borboletas voltou, refez-se...
Agradeci por elas não terem apenas um dia de vida.
Camilla N.
sábado, 25 de dezembro de 2010
É natal...
Pare e pense se seu presente teve outro sentido além de proporcionar um momento de pura histeria.
Não se apegue a essa invensão capitalista de dar presentes no natal, antes de tudo lembre-se de presentear quem realmente merece, afinal o aniversariante é Jesus, você não esqueceu, não é?
Faça esse dia ter mais sentido!
Feliz natal para todos
cheio de paz, felicidades e muito amor
sábado, 18 de dezembro de 2010
Os olhos e seu olhar
Aquele olhar foi o mais aterrorizante e incrivelmente bonito que já vi em toda a minha pequena existência.
O ambiente em si não era dos mais agradáveis, por assim dizer. Era um quarto de uma UTI, no entanto devo falar que mesmo sendo pequeno, era bem equipado e tinha um banheiro bem bonitinho usado não poucas vezes para deixar correr as lágrimas, e tenho certeza de que algumas famílias gostariam de viver lá (tirando todo o contexto de que era o aposento de um hospital.) Mas nada disso tinha muito valor, levando em conta que havia uma mulher magra, debilitada e com uma tristeza fúnebre no olhar.
Ao entrar no quarto, todos os pares de olhos que lá adentraram se uniam em uma mesma ação, e a tristeza que exalava deles contribuíam para que o quartinho amistoso e simpático se tornasse débil e feio.
Toda essa união de olhos lacrimejantes devia-se a uma única razão, um único sentido, uma única pessoa. Ela estava naquele momento deitada no centro do quarto com olhos de quem não entende o que se passa, perdidos em algum lugar que era só dela. Estava lá e era só isso.
Foi esse olhar que mais chamou a atenção de quem vos escreve, não era um olhar qualquer, era um olhar paradoxal, que tinha sentimento e sentimento algum, em alguns momentos se perdia e em outros encontrava, era arregalado e tinha um pedido implícito naquela íris: “Tire-me daqui!” foi o que consegui ler.
E ficamos assim, olhando uma nos olhos da outra. Eu não lembro o que fiz enquanto estava dentro deles, nem tampouco o que pensei. Mas, estava lá adentrando os olhos dela enquanto ela adentrava nos meus. E enquanto os olhava esqueci-me da doença que me levou até aquele quarto, pois aqueles olhos, na sua beleza feia, era a única parte do corpo que continuava a mesma, o único lugar que nenhuma cirurgia plástica é capaz de mudar.
O quarto ficou pra trás, e aquela angústia passou, seguimos vivendo e aquele momento tornou-se mais uma relíquia do passado... Os olhos continuam abertos, mas o olhar mais aterrorizante e incrivelmente bonito esse continua vivo na minha memória.
Camilla N.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Home
No horizonte despontam os primeiros raios de sol, as flores que desabrocham parecem ainda mais bonitas, as aves cantam dando-me as boas vindas, e as montanhas estão mais iluminadas, as árvores exalam seu cheiro molhado de orvalho, e um friozinho percorre meu corpo... Apenas uma pequena habitação cercada por toda essa perfeição não está em perfeita harmonia, olho em volta e percebo: estou em casa, finalmente!
Camilla N.
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